Retração no mercado Imobiliário

31/03/2019

Prezados clientes, desde 2014, no início da crise econômica no Brasil, todos os setores do mercado começaram sentir uma queda brusca nos negócios. Daí surgiu desemprego, diminuição no consumo de objetos e coisas, corte nos gastos públicos e particulares, etc.

Foi o início de uma grande recessão na economia, que até essa data atrapalha a vida dos brasileiros. Sabemos que para o mercado em geral caminhar bem, existem três princípios básicos: pessoas interessadas em adquirir algo, existência de produtos ou serviços para compra e venda e, é claro, o dinheiro. No mercado imobiliário não é diferente, isso porque o risco que corre os incorporadores de lançarem novos empreendimentos imobiliários é alto. Para os incorporadores lançarem no mercado novos condomínios, tem que haver uma economia estável, onde pessoas estejam trabalhando e tenham condições de adquirirem os produtos lançados no mercado.

Sabemos, também, que a construção civil tem forte impacto no PIB brasileiro, e quando a economia vai mal, consequentemente, o setor imobiliário acompanha os passos.

Com o novo Governo, esperamos que as coisas melhorem, pelo menos no início do segundo semestre deste ano. Estamos vendo alguns novos lançamentos imobiliários acontecerem, mesmo que sutilmente, mas isso é um pequeno sinal de que a economia irá melhorar, pois antes de lançarem no mercado novos condomínios para negociação, os incorporadores fazem, através de informações confiáveis, um levantamento sobre o futuro da economia, e se há uma perspectiva positiva, então começam surgir novos lançamentos.

No momento, além da crise econômica e política, tem outro fator que desanima o mercado: taxas de juros altos nos financiamentos imobiliários pelos agentes bancários. Assunto que comentarei em outra oportunidade.

No caso dos imóveis usados para venda, atualmente existem muitas ofertas e pouca procura e isso faz com que os valores dos imóveis baixem para que haja liquidez. Entretanto, em relação à locação está havendo mais procura, pois muitos clientes estão esperando a "poeira" baixar para tentar adquirir seu imóvel mais adiante.

Torcemos muito para que nossa economia melhore e, consequentemente, surjam mais empregos e renda para população, principalmente para as das classes média e baixa, pois são elas que comandam a maior parte da demanda no mercado imobiliário.